segunda-feira, 14 de janeiro de 2013


O problema reside no consumo de gorduras encontradas nos alimentos Foto: Getty Images
Não é apenas o que as crianças ingerem depois do nascimento que influencia na forma física. Segundo pesquisadores da Universidade de Southhampton, nos Estados Unidos, o que a mulher come durante a gravidez pode gerar crianças mais gordas, afetando o peso nos anos seguintes ao do nascimento. As informações foram divulgadas peloDaily Mail.
O problema reside no consumo de gorduras encontradas nos alimentos. Já os óleos graxos, como os do tipo ômega 3, não têm influência negativa. Cientistas coletaram amostras de sangue durante a gravidez e os dados foram comparados aos níveis de gordura nos bebês. Entre as idades de 4 e 6 anos, quanto mais as mães tinham ingerido gorduras saturadas na gestação, maiores eram os índices de gordura e massa corporal dos filhos.
"Os resultados sugerem que mudanças na dieta da mãe podem trazer benefícios à composição corporal da criança em desenvolvimento", disse Nicholas Harvey, um dos pesquisadores, ao Jornal de Endocrinologia Clínica. Entre as descobertas, está a sugestão de que as mães consumam suplementos de ômega 3 para colaborar no desenvolvimento muscular e ósseo das crianças.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013


"Os fotoprotetores devem ser aplicados 30 minutos antes da exposição ao sol e reaplicados a cada uma hora", ensina a dermatologista Shirlei Borelli, de São Paulo. Na meninada a atenção deve ser redobrada e, se o bebê for menor de 6 meses, é melhor nem pôr a carinha para fora nos horários mais quentes. Aliás, muitos especialistas desaconselham a ida à praia no primeiro semestre de vida. "Os efeitos do sol são cumulativos", alerta o dermatologista Victor Reis, do Hospital das Clínicas da capital paulista. Estragos invisíveis — no núcleo das células — ocorridos na mais tenra idade podem virar o câncer da maturidade.


A radiação solar se divide em quatro tipos:
1. Ultravioleta A (UVA) 
Vai até a segunda camada da pele, a derme, e estimula o bronzeado. 



2. Ultravioleta B (UVB) 
Pára na superfície da pele e a deixa ressecada. 



3. Ultravioleta C (UVC) 
É o mais nocivo e causa tumor porque vai fundo. Mas costuma ser barrado pela camada de ozônio. 



4. Infravermelhos 
Aquecem o corpo e dilatam os vasos. 

A proteção contra os raios solares é essencial 
Infelizmente o sol envelhece e, o que é pior, leva ao câncer. Mas não é por isso que todo mundo vai ficar trancado em casa. Para desfrutar da estação ensolarada, fique de olho no relógio. Fuja dos raios de sol entre 10 e 15 horas (acrescente 60 minutos se estiver no horário de verão). E não deixe de se lambuzar de filtro. Nada de economia. "A camada deve ser espessa", diz o dermatologista Sérgio Yamada, da Universidade Federal de São Paulo. Os fotoprotetores estão cada vez mais modernos e existem até fórmulas sem perfume para quem tem alergia. Se você dormir na cadeira de praia, os raios ultravioleta podem maltratá-lo. "São eles que danificam o DNA das células, fazendo com que elas se multipliquem de forma desordenada", explica o cirurgião plástico Rogério Izar, do Hospital do Câncer, em São Paulo. É assim que surge o tumor de pele.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013


1 - Além de satisfazer a vaidade, qual a importância do bronzeamento para o corpo?

O bronzeado intenso só vale para agradar a vaidade, não é sinal de saúde. "Ele indica que a pele foi agredida", ensina a dermatologista Ediléia Bagatin, da Universidade Federal de São Paulo (veja como ocorre o bronzeamento no infográfico da página 106). Já aquele leve ar corado de quem tomou um pouco de sol é diferente: "Isso, sim, é fundamental", diz a especialista. O sol leva o organismo a absorver a vitamina D —substância que nos ajuda a aproveitar o cálcio da comida. Esse mineral, sempre é bom lembrar, é indispensável para a formação e a manutenção dos ossos. Em resumo, uma pitada de sol é capaz de prevenir a osteoporose, doença em que o esqueleto fica enfraquecido. No entanto, meia hora de exposição aos raios solares por dia já é o suficiente para você obter os benefícios. "Faça isso sempre antes das 10 e depois das 15 horas", recomenda Ediléia.



2 - Alguns alimentos podem acelerar o bronzeamento?
Quem se esbalda com cenoura, beterraba, mamão ou caqui dá a impressão de que se bronzeia mais depressa. Essas comidas não estimulam o pigmento da pele, a melanina, como no verdadeiro bronzeado (veja o infográfico acima). Na verdade, elas são ricas em outro pigmento, o caroteno, que se deposita na pele. "Essa substância lhe dá um tom amarelado", conta Ediléia Bagatin.



3 - Os autobronzeadores oferecem algum risco à pele?
Não, a menos que o indivíduo tenha alergia aos seus componentes. "O único problema é que esses cosméticos são à base de corante e eles podem deixar algumas manchas", alerta a dermatologista Zilda Najjar, da Universidade de São Paulo. "Nesse caso, a pessoa ficaria com faixas de ‘cores’ diferentes." Os pigmentos presentes na fórmula dos autobronzeadores impregnam a pele e, assim, podem "bronzear" sem sol. Se a sua escolha recair sobre eles, lembre-se de passá-los só uma vez por dia e no corpo inteiro de maneira uniforme, para evitar aquele efeito zebra.



4 - É verdade que existem pessoas alérgicas ao sol?
Sim, é verdade. Para alguns indivíduos um simples banho de sol é capaz de provocar erupções dolorosas na pele. "No entanto, esse problema não é comum", garante a dermatologista Ediléia Bagatin. No caso, pode-se dizer que existe mesmo uma alergia ao sol. Só que essa reação alérgica nunca aparece do nada. "Ela é mais freqüente quando a pessoa já tem alguma doença de pele ou está tomando algum remédio." As drogas mais perigosas, nesse aspecto, são os antibióticos e as pílulas anticoncepcionais. "Eles aumentam a sensibilidade aos raios solares", esclarece a dermatologista Shirlei Borelli, de São Paulo.

domingo, 6 de janeiro de 2013


Dias iluminados e mais longos, lindas tardes ensolaradas, roupas mais leves e uma deliciosa sensação de prazer e liberdade — esse cenário, combinado com o início das férias escolares, é perfeito para fazer a alegria de meninos e meninas em praias, piscinas, passeios e brincadeiras ao ar livre. Mas para evitar que castelos de areia se desfaçam em vermelhidão, bolhas e outras dores de cabeça, é preciso ficar de olho na fotoproteção dos pequenos. Quanto mais cedo esses cuidados começarem, melhor. 


Apesar de ter a estrutura igual à dos adultos, com a mesma quantidade de camadas, a pele dos bebês é bem mais fina e, consequentemente, muito mais sensível. Além disso, durante o primeiro ano de vida, a produção de melanina, substância que absorve a luz e protege a derme da ação da radiação, não é plena. Por isso, crianças pequenas não têm condições físicas de fi - car expostas ao sol por períodos que não sejam curtíssimos. "Os raios ultravioleta (UV) e o calor encontram menor resistência na pele delas, podendo provocar brotoejas e queimaduras solares intensas", diz o médico Yechiel Moises Chencinski, da Sociedade Brasileira de Pediatria. 



Como os filtros solares não são recomendados até os 6 meses de idade — eis a questão —, até lá o ideal é manter o bebê na sombra, com chapéu de abas largas para proteger completamente a região delicada das orelhas e da nuca. Para completar o visual, as roupinhas devem ser pouco cavadas e com uma trama fechada, que ajuda a barrar a passagem da radiação. "Hoje já existem tecidos tratados com produtos anti-UV", lembra o oncologista Cristiano Horta, do Hospital A.C. Camargo, em São Paulo. 



O importante é saber que, ao introduzir e estimular a fotoproteção durante a infância, cria-se um hábito que vale para a vida toda. Não custa repetir que, embora sejam raros os casos de câncer de pele em crianças, os efeitos da radiação ultravioleta são cumulativos e irreversíveis. No dia a dia dos maiorzinhos, portanto, vale o bom senso: se a criança for passar boa parte do tempo em áreas descobertas, não dá para ficar sem o protetor! "No mínimo, um fator 30", diz a dermatologista pediátrica Nadia Almeida, do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. "Antes, teste atrás da orelha ou na dobrinha do cotovelo para detectar possíveis alergias."



Na hora de usar o protetor solar, nada de economia. É preciso passar uma camada generosa antes mesmo de sair de casa porque ele costuma demorar cerca de 20 minutos para fazer efeito. E faça uma verificação completa, como um detetive: orelhas, nuca, peito do pé, nada deve ser esquecido. Lugares em que o sol incide mais perpendicularmente, como o nariz e os ombros, devem receber uma atenção especial. Quando chegar à praia ou à piscina, a gastança do bem continua: independentemente de a criança ter suado ou não, ter entrado na água ou não, reaplique o creme a cada duas ou três horas.